Deformidade de Sprengel

Publicado em: 25 de junho de 2020 por Dr. José Carlos Garcia Jr.
Categorias: Lesões Ombro

A deformidade ou doença de Sprengel é um distúrbio congênito raro no qual a omoplata (escápula) é muito alta. A escápula anormal também é anormalmente conectada à coluna por um osso anômalo, omovertebral, ou uma fibrose, restringindo o movimento do ombro e cintura escapular. A escápula pode apresentar deformidade, sendo menor que o normal(displásica) e em posição alterada. A deformidade de Sprengel pode ocorrer isoladamente ou em associação com outras anormalidades. Essa lesão geralmente está presente no nascimento (congênito), embora possa não se tornar aparente até que o indivíduo atinja a idade adulta. A causa da deformidade de Sprengel é desconhecida.

Em alguns casos, a posição da escápula e/ou a amplitude de movimento do ombro podem estar alterados. 

No seu tratamento cirúrgico o osso omovertebral ou seu equivalente fibroso deve ser removido.

Existem vários procedimentos cirúrgicos que podem ser usados para tratar indivíduos com deformidade de Sprengel. Os dois mais conhecidos são a cirurgia de Green e o procedimento de Woodward, entretanto a escapuloplastia de Copeland associada ao morcelamento clavicular e procedimentos de partes moles parece ser o mais efetivo tratamento para crianças. Em deformidades com pacientes de maior idade outras opções devem ser consideradas e individualizadas.

Lesão do Nervo Acessório Espinhal

Publicado em: 24 de junho de 2020 por Dr. José Carlos Garcia Jr.
Categorias: Lesões Nervos, Lesões Ombro

O Nervo Acessóro espinhal é responsável pela inervação do músculo Trapézio. Sua origem na evolução remonta os músculos branquiais dos peixes. É inervado pelo XI par craniano, por isso mesmo tetraplégicos podem mover o ombro.

Divide-se em três porções porções superior, média e inferior.

o Trapézio Superior origina na região occipital e em vértebras cervicais altas. Sua inserção é na borda clavicular posterior, funcionando como elevador da cintura escapular.

O Trapézio Médio origina-se nas apófises espinhosas da 7ª vértebra cervical e das primeiras vértebras torácicas., insere-se na borda interna do acrômio e na borda posterior da espinha da escápula. É responsável pela retração da escápula.

Trapézio baixo tem origem nas apófises espinhosas das últimas vértebras torácicas, sua inserção fica na porção média da espinha da escápula. Sua função é a retração e depressão da escápula.

A hipotrofia do músculo trapézio pode causar grave dificuldade para elevar o membro superior além de 90° e dor. A escápula alada geralmente é observada na abdução, podendo estar menos evidente na elevação.

Entretanto, deve-se ter cuidado pois outras lesões neurológicas ou desbalanços podem causar discinesias e escápula alada. O músculo peitoral menor, trapézio, elevador da escápula, romboide menor e maior.

Seu tratamento depende da gravidade do acometimento indo desde o clínico até o cirúrgico.

A cirurga de tripla transferência muscular. pode usar Rombóide Menor, Elevador da Escápula e Grande Dorsal. Outras transferências do Rombóide Menor, Rombóide Maior e Elevador da Escápula podem também ser feitas.

Atualmente esse procedimento pela via robótica.

Lesão do Nervo Torácico Longo

Publicado em: 24 de junho de 2020 por Dr. José Carlos Garcia Jr.
Categorias: Lesões Nervos, Lesões Ombro

O Nervo Torácico longo é responsável pela inervação do músculo serrátil anterior tem sua origem nas laterais das costelas superiores e sua inserção por toda a borda medial da escápula. Sua função é a protração e rotação lateral ou externa da escápula, além de sua estabilização. O desbalanço mecânico causado pela insuficiência do músculo serrátil anterior pode levar a uma escápula alada com insuficiência mecânica da cintura escapular. Muitas vezes pode haver perda da estabildade dos movimentos do ombro secundária à lesão do nervo torácico longo causando grave discinesia escapular e restrição dos movimentos associada a dor.

Entretanto, deve-se ter cuidado pois outras lesões neurológicas ou desbalanços podem causar discinesias e escápula alada. O músculo peitoral menor, trapézio, elevador da escápula, romboide menor e maior.

A lesão ou insuficiência deste nervo pode necessitar desde tratamento clínico até o cirúrgico.

No tratamento cirúrgico, a transferência do tendão do músculo peitoral maior para a borda ânteroinferior da escápula é a melhor opção.

Escápula Alada e Discinesia Escapular

Publicado em: 12 de junho de 2020 por Dr. José Carlos Garcia Jr.
Categorias: Lesões Nervos, Lesões Ombro

A escápula alada é o resultado de desbalanço mecânico grave da cintura escapular.

Ela é mais evidente na lesão ou patologia do nervo torácico longo. Nessa lesão há comprometimento da estabilização contra o gradil costal e da rotação lateral da escápula, ficando evidente na manobra de flexão a 90º de elevação contra a parede. Mas mesmo nessa manobra lesões ou patologia do nervo acessório espinhal podem causar escápula alada mesmo nessa manobra mas com grau menor de deformidade.

Síndromes compressivas altas no plexo braquial podem também ser fontes dessa alteração mas geralmente nesse caso apresentam-se como discinesias mais leves, entretanto pode haver dor e desconforto.

As transferências musculares podem ser a chave na melhora dessas alterações. 

Para mais detalhes entre em contato 

11-41078997

Prof. Dr. José Carlos Garcia Jr.

Lesão do Manguito Rotador

Publicado em: 28 de abril de 2020 por Dr. José Carlos Garcia Jr.
Categorias: Lesões Ombro

O manguito rotador é composto pelos músculos suprespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor. A principal função desses músculos é dar estabilidade ao ombro e realizar ou auxiliar os movimentos de rotação externa, interna e abdução.

A lesão do manguito rotador no jovem é de indicação cirúrgica se acometer mais de 50% da extensão do tendão ou até com menos em situações específicas.

No paciente com mais idade é uma patologia que quando associada a dor ou perda de função que não remite ao tratamento conservador deve ser operada.

A cirurgia deve ser preferencialmente realizada por artroscopia preservando o músculo deltóide e acelerando o processo de retorno às atividades.

Em geral a primeira semana após a cirurgia é dolorosa, o uso de tipóia deve obedecer pelo menos 35 dias e o retorno às atividades de academia deve ocorrer apenas 3 meses após a cirurgia e com 50% ou menos da carga normal, de acordo com orientação do cirurgião.

No 6º mês após a cirurgia as atividades físicas em nível normal são permitidas. O nível competitivo deve preferencialmente ser liberado no 9º mês após a cirurgia.

Em casos pacientes sedentários ou de menor atividade física orientamos iniciar um sistema de fortalecimento dos tendões reconstruídos após a cirurgia permanentemente, vizando o reequilíbrio muscular e menor tendência a relesão.

Em nossa experiência essa cirurgia tem alto índice de sucesso.

Cirurgias Minimamente Invasivas

Publicado em: 28 de abril de 2020 por Dr. José Carlos Garcia Jr.
Categorias: Lesões Ombro

É o método preferencial de cirurgia por causar menor trauma cirúrgico com menos dor e benefícios estéticos. Essa cirurgia pode ser feita pelo robô DaVinci® ou com uso de um artroscópio dependendo da situação. Veja entrevista à TV do Dr José Carlos Garcia Jr . Ambas situações tem além dos benefícios citados, a possibilidade de abordar mais lesões antes não possíveis pelos métodos convencionais.

Artroscopia:
​Atualmente a cirurgia artroscópica do ombro tem sido preferida em relação à cirurgia aberta, a não ser pela impossibilidade do manejo ou introdução dos materiais usados na cirurgia, como ocorre nas próteses, fraturas e algumas transferências musculares. A cirurgia artroscópica consegue ainda atingir várias regiões do ombro e lesões concomitantemente, coisa que não seria impossível na cirurgia aberta pelo mesmo corte. Por essa razão também é uma cirurgia mais completa e que tem potencial de tratar mais lesões ao mesmo tempo.

Devido à magnificação da óptica pequenas lesões podem tornar-se mais visíveis. O único entrave a artroscopia seria o treinamento do cirurgião ou a habilidade do manejo artroscópico. Caso o cirurgião ainda não esteja familiarizado com essa técnica o melhor é o método em que o cirurgião está treinado: “O melhor caminho em cirurgia é o caminho que você conhece”.

Com os atuais avanços já é possível realizar quase todos os procedimentos conhecidos, que contam mais de 20 em cirurgia do ombro. Procedimentos complexos como a descompressão do nervo supraescapular e até mesmo a cirurgia de Bristow e Latarjet hoje são factíveis por artroscopia. Mesmo reintervenções podem ser feitas por artroscopia, esse é apenas um método cirúrgico que pode ser usado em quase todas as circunstâncias.

Por essa razão essa tem sido minha primeira opção na maioria dos casos.
Para detalhes de tipos específicos de artroscopia do ombro, consulte nesse site as partes de lesões ortopédicas e trabalhos.

Na parte de vídeos do site há várias amostras de artroscopia do ombro.

Cirurgia Robótica em Microcirurgia
A cirurgia realizada através do robô DaVinci® tem cada vez mais ampliado seus limites e indicações, mas apenas recentemente tem sido utilizado em procedimentos ortopédicos. O primeiro centro a realizar procedimento ortopédico com cirurgia robótica foi o IRCAD da universidade de Estrasburgo-França. O primeiro procedimento telecirúrgico da história da cirurgia do ombro e cotovelo foi realizado em cadáveres e, após essa fase de treinamento, em vivos por mim e pelo professor Philippe Liverneaux em 2009. Desde então mais e mais procedimentos tem sido viabilizados pela via robótica para ombro, cotovelo e nervos periféricos.

Os fatores restritivos mais importantes da cirurgia são o treinamento e o custo(aumenta em cerca de R$ 5.000,00 a R$ 10.000,00 em relação ao procedimento convencional). Entretanto a cirurgia com auxílio do robô proporciona uma magnificação da imagem em até cerca de 15 vezes, apresenta a manutenção da sensação tridimensional da cirurgia e corrige todos os microtremores durante o procedimento cirúrgico, além de proporcionar um ambiente ergonômico, melhorando as condições do cirurgião, proporcionando assim menor desgaste dele na cirurgia, podendo consequentemente melhorar sua concentração. Por isso pode ser considerada perfeita para microcirurgia.

Uma nova geração de robôs está sendo desenvolvida para confrontar as imagens de exames em tempo real com os achados da cirurgia além da possibilidade de sensação tátil. O médico que “pilotar”” o robô no futuro terá ainda a possibilidade de consultar a internet durante a cirurgia sem precisar interrompê-la, por final as equipes cirúrgicas não terão mais o limite geográfico como impecílio e um colega na França pode auxiliar uma cirurgia no Brasil e dar eventualmente alguma sugestão “on-line”.

É sempre bom ressaltar que mesmo com toda essa tecnologia a cirurgia é realizada pelo cirurgião, sendo o robô apenas um fator para melhora da qualidade técnica do cirurgião.

Atualmente, procedimentos de reconstrução microcirúrgica, reparo de lesões de nervos, transferências nervosas, transferências musculares, liberação e reparo do plexo braquial e anteriorização do nervo ulnar na síndrome do túnel cubital podem ser indicações para a cirurgia robótica. O médico ortopedista que usa o robô tem obrigatoriamente que ser membro da sociedade internacional de microcirurgia e endoscopia robô assistida (www.roboticmicrosurgeons.org) por ser a única entidade responsável por treinamentos nessa área.

Cirurgia do Ombro por Artroscopia

Publicado em: 28 de abril de 2020 por Dr. José Carlos Garcia Jr.
Categorias: Lesões Ombro

É uma das formas menos invasivas de abordar essa articulação causando menor dano muscular por manter íntegro o músculo deltóide, menor dor, menos cicatrizes e reabilitação precoce.

Atualmente a cirurgia artroscópica do ombro tem sido preferida em relação à cirurgia aberta, a não ser pela impossibilidade do manejo ou introdução dos materiais usados na cirurgia, como ocorre nas próteses, fraturas e algumas transferências musculares. A cirurgia artroscópica consegue ainda atingir várias regiões do ombro e lesões concomitantemente, coisa que não seria impossível na cirurgia aberta pelo mesmo corte. Por essa razão também é uma cirurgia mais completa e que tem potencial de tratar mais lesões ao mesmo tempo.

Devido à magnificação da óptica pequenas lesões podem tornar-se mais visíveis. O único entrave a artroscopia seria o treinamento do cirurgião ou a habilidade do manejo artroscópico. Caso o cirurgião ainda não esteja familiarizado com essa técnica o melhor é o método em que o cirurgião está treinado: “O melhor caminho em cirurgia é o caminho que você conhece”.

Com os atuais avanços já é possível realizar quase todos os procedimentos conhecidos, que contam mais de 20 em cirurgia do ombro. Procedimentos complexos como a descompressão do nervo supraescapular e até mesmo a cirurgia de Bristow e Latarjet hoje são factíveis por artroscopia. Mesmo reintervenções podem ser feitas por artroscopia, esse é apenas um método cirúrgico que pode ser usado em quase todas as circunstâncias.

Por essa razão essa tem sido minha primeira opção na maioria dos casos.
Para detalhes de tipos específicos de artroscopia do ombro, consulte nesse site as partes de lesões ortopédicas e trabalhos.
Na parte de vídeos do site há várias amostras de artroscopia do ombro.

Artrose acrômio-clavicular

Publicado em: 28 de abril de 2020 por Dr. José Carlos Garcia Jr.
Categorias: Lesões Ombro

A osteoartrose acrômio-clavicular é um problema comum que pode atingir pessoas de idade avançada, atletas principalmente de boxe, vale-tudo e levantamento de peso, pessoas com um trauma direto sobre o ombro ou expostas a movimento repetitivo.

A fisioterapia não gera bons resultados para esse problema na maioria dos casos.

Nos casos de sobrecarga com ostólise da clavícula distal em que o uso de antiinflamatórios não hormonais não alcance êxito, geralmente o tratamento com infiltração de corticóide pode ajudar ou até acabar com o problema.

Em casos graves de todos os tipos a cirurgia de Mumphord aberta ou artroscópica podem ser recomendadas, a minha opção pessoal é pela artroscopia.

A artroscopia para cirurgia de Mumphord uma cirurgia de recuperação rápida e retorno às atividades em 2-4 semanas e atividades físicas normais 3 meses no geral.

Distrofia fácio-escápulo-umeral

Publicado em: 28 de abril de 2020 por Dr. José Carlos Garcia Jr.
Categorias: Lesões Ombro

Distrofia fácio-escápulo-umeral é um tipo de distrofia muscular progressiva. Incide em sete em cada cem mil indivíduos (EURORDIS 2005) de ambos os sexos, com mais freqüência entre os 15 e 20 anos de idade. Atinge os músculos da face e cintura escapular e da pode haver comprometimento da cintura pélvica, entretanto na distrofia da cintura pélvica e escapular há maior comprometimento da cintura pélvica.

O músculo deltóide na distrofia fácio-escapulo-umeral, é entretanto poupado em 50% dos casos . Há atrofia assimétrica do cíngulo do membro superior e dos músculos proximais do braço; a escápula alada na abdução dos membros superiores é causada pela atrofia dos músculos serrátil anterior, do trapézio e do rombóide. Posteriormente, os músculos bíceps e tríceps braquial podem ser afetados. O deltóide quando preservado perde sua vantagem mecânica, devido à falta de estabilidade da cintura escapular, causando limitação da abdução e flexão ativas.

Há atrofia de grande parte da musculatura facial, com inabilidade de franzir o lábio, dar um sorriso grande sorriso, a eversão labial e o alargamento da fenda palpebral. Um achado característico é a incapacidade de assobiar ou encher um balão.

É um distúrbio hereditário autossômico dominante, localizado no cromossomo 4q35-qter, porém sem mapeamento do produto do gene; salientando que o mecanismo de herança é idêntico à
Distrofia Miotônica, com risco de 50% de transmissão genética para seus descendentes.

O paciente dorme muitas vezes de olhos abertos, com fraqueza nos músculos estabilizadores da escápula. Pode ter dificuldade para franzir a testa ou assobiar. A escápula torna-se alada e muitas vezes dolorosa.
A longevidade não é alterada, contudo a incapacidade funcional e a restrinção de movimento compromete a qualidade de vida deste paciente.

Muitas vezes a escápula alada pode causar uma deformidade estética importante com dor à movimentação que pode ser tratada com a artrodese escápulo-torácica como na foto.

Uma cirurgia que pode acabar com a escápula alada e melhorar muito a dor.

Após a cirurgia recomenda-se uso da órtese , podendo essa ter até menor grau de abdução, 50º, ou gesso por 2 meses, iniciando então a reabilitação.

Fratura e Pseudoartrose da Clavícula

Publicado em: 28 de abril de 2020 por Dr. José Carlos Garcia Jr.
Categorias: Lesões Ombro

A fratura da clavícula ocorre por trauma direto ou indireto através de trauma do membro superior.

Originalmente esse osso auxilia a estabilização do ombro e serve como proteção para as estruturas nobres do plexo braquial como artérie e nervos. Devido à proximidade dessas estruturas muitas vezes a fratura da clavícula sem redução(correção) adequada pode causar compressão do plexo ou síndrome do desfiladeiro torácico.

O tratamento conservador deve usar imobilização em 8 associada ou não a tipóia.

Caso haja grande desvio inferior de um dos fragmentos colocando em risco o plexo, possibilidade de perfuração da pele pela ascensão de um dos fragmentos ou grande desvio sem capacidade de consolidação a cirurgia pode estar indicada.

A clavícula tende mais a evoluir com pseudoartrose que as fraturas de outros ossos.

A fixação ideal usa placas específicas de baixo perfil e em que os parafusos fixam na placa.

A pseudoartrose em geral utiliza enxerto do ilíaco para auxiliar a fixação.

Em casos de pseudoartrose dolorosa ou com sintomas neurológicos a cirurgia também está indicada.