A cirurgia realizada através do robô DaVinci® tem cada vez mais ampliado seus limites e indicações, mas apenas recentemente tem sido utilizado em procedimentos ortopédicos. O primeiro centro a realizar procedimento ortopédico com cirurgia robótica foi o IRCAD da universidade de Estrasburgo-França. O primeiro procedimento telecirúrgico da história da cirurgia do ombro e cotovelo foi realizado em cadáveres e, após essa fase de treinamento, em vivos por mim e pelo professor Philippe Liverneaux em 2009. Desde então mais e mais procedimentos tem sido viabilizados pela via robótica para ombro, cotovelo e nervos periféricos.

Os fatores restritivos mais importantes da cirurgia são o treinamento e o custo(aumenta em cerca de R$ 5.000,00 a R$ 7.000,00 em relação ao procedimento convencional). Entretanto a cirurgia com auxílio do robô proporciona uma magnificação da imagem, apresenta a manutenção da sensação tridimensional da cirurgia e corrige todos os microtremores durante o procedimento cirúrgico, além de proporcionar um ambiente ergonômico, melhorando as condições do cirurgião, proporcionando assim menor desgaste dele na cirurgia, podendo consequentemente melhorar sua concentração. Por isso pode ser considerada perfeita para microcirurgia.

Uma nova geração de robôs está sendo desenvolvida para confrontar as imagens de exames em tempo real com os achados da cirurgia além da possibilidade de sensação tátil. O médico que “pilotar”” o robô no futuro terá ainda a possibilidade de consultar a internet durante a cirurgia sem precisar interrompê-la, por final as equipes cirúrgicas não terão mais o limite geográfico como impecílio e um colega na França pode auxiliar uma cirurgia no Brasil e dar eventualmente alguma sugestão “on-line”.

É sempre bom ressaltar que mesmo com toda essa tecnologia a cirurgia é realizada pelo cirurgião, sendo o robô apenas um fator para melhora da qualidade técnica do cirurgião.

Atualmente, procedimentos de reconstrução microcirúrgica, reparo de lesões de nervos, transferências nervosas, transferências musculares, liberação e reparo do plexo braquial e anteriorização do nervo ulnar na síndrome do túnel cubital podem ser indicações para a cirurgia robótica. O médico ortopedista que usa o robô tem obrigatoriamente que ser membro da sociedade internacional de microcirurgia e endoscopia robô assistida (www.roboticmicrosurgeons.org) por ser a única entidade responsável por treinamentos nessa área. 
Para saber mais veja a entrevista do Dr José Carlos Garcia Jr à TV.

Dr. José Carlos Garcia Jr.

Ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e referência em Ombro e Cotovelo do Hospital Moriah em São Paulo-Capital.

Médico graduado e pós-graduado pela Escola Paulista de Medicina(Federal de São Paulo).

Fellow na Mayo Clinic-Minnesotta-EUA, Princeton-EUA, IFOR e IRCAD da Universidade de Estrasburgo-França.

Mestre em Ciências da Saúde(MSc) pela Universidade de Liverpool-Inglaterra.

Doutor em Ciências(PhD) com tese sobre aceleração da cicatrização tendínea pela USP.

Professor Coordenador do centro de estudos NÆON, serviço referendado de formação de especialistas das Sociedades Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo e Internacional de Traumatologia do Esporte.

Atende no Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês e no Hospital Moriah em São Paulo-Capital.

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