Lesão do Músculo Peitoral Maior

Publicado em: 28 de abril de 2020 por Dr. José Carlos Garcia Jr.
Categorias: Lesões Ombro

Nos últimos 25 anos houve aumento da incidência das lesões musculares nos membros superiores, sendo a lesão do peitoral maior uma das que apresentou aumento mais exponencial.

Isso pode ocorrer principalmente pela maior difusão de esportes relacionados à atividade física intensa dos membros superiores.

O uso de anabolizantes pode ser mais um fator importante para esse tipo de lesão.

Wolfe demonstrou que a posição do exercício de supino é uma das que mais predispõe à lesão. Isso ocorre porque na posição do final da descida da barra as fibras inferiores são estiradas em contração excêntrica, predispondo à lesão do músculo peitoral ou do tendão do músculo peitoral maior. Em lutadores de esporte de contato, a lesão pode ocorrer com uma movimentação similar ao do exercício de supino.

O atleta pode ter dor, a região do peitoral, que pode ficar roxa e inchada.

Há perda de força para movimentos de adução e rotação medial.

A ressonância magnética ou a ultra-sonografia podem ser utilizadas como auxílio diagnóstico, porém, o diagnóstico clínico é o mais importante.

Seu tratamento em atletas é essencialmente cirúrgico com a reinserção do tendão do músculo peitoral no úmero.

Para fisiculturistas com lesão do músculo peitoral maior na transição miotendínea há também outra possibilidade cirúrgica viável que criamos, com enxerto do semitendíneo.

Para lesões crônicas o tratamento com enxerto do semitendíneo também é uma boa opção, reestabelecendo o desenho do peitoral.

Quanto mais precoce o tratamento, menos complicada é a cirurgia, lesões agudas costumam evoluir extremamente bem, entretanto cirurgias das lesões crônicas com enxertia tem alcançado bons resultados também.