Tratamento Cirúrgico da Epicondilite Lateral por Artroscopia, Comparação da Liberação Simples e Nirschl Artroscópico com Reancoragem da Origem Muscular

Publicado em: 5 de maio de 2020 por Dr. José Carlos Garcia Jr.
Categorias: Trabalhos Científicos - Cotovelo

Apresentado
Congresso Latino-Americano de Cirurgia de Ombro e Cotovelo:
2008-Santiago/Chile
Apresentação Oral
Congresso Brasileiro de Cirurgia de Ombro e Cotovelo:
2006-Goiânia/Brasil
Apresentação Oral
Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia
2008 – Porto Alegre – Brasil
Pôster
Congresso de Ortopedia e Traumatologia do Estado de São Paulo
2008 – Campinas – Brasil
Apresentação oral

Introdução
A epicondilite lateral do cotovelo é uma patologia de tratamento primariamente clínico com excelentes resultados variando em sua resolutibilidade de 90 a 95% na literatura, e tem sua fisiopatologia bem detalhada por Nirschl em seus estudos sobre a metaplasia até a formação do tecido angiofibroblástico. De acordo com Morrey após 6 meses de tratamento conservador, a cirurgia passa a ser uma opção de tratamento.

Dentre as técnicas cirúrgicas abertas possíveis encontramos a fasciotomia, eletrocoagulação e a retirada do tecido angiofibroblástico e reinserção tendínea (cirurgia de Nirschl). É também reconhecido o potencial de bons resultados da liberação dos extenso-supinadores por artroscopia. Entretanto, cremos ser possível melhorar os resultados da cirurgia artroscópica fazendo a reinserção muscular com seu rebaixamento assim como no Nirschl aberto.

Nosso trabalho viza demonstrar nossa técnica cirúrgica da
cirurgia de Nirschl artroscópica(CNA) assim como os resultado preliminares em comparação com a liberação artroscópica dos extensores(LAE).

Materiais e Métodos
De janeiro de 2004 a julho de 2006, operamos 11 cotovelos pela técnica LAE e 5 pela técnica CNA.

Todos os pacientes apresentavam epicondilite lateral refratária ao tratamento conservador por mais de 7 meses sem sinais de comprometimento do nervo interósseo posterior, E foram operados em decúbito ventral horizontal sob anestesia geral e Bloqueio do plexo braquial.

Em todos os pacientes após exame artroscópico da cavidade com artroscópio convencional de 4mm, foi realizada a capsulotomia lateral e retirada do tecido angiofibroblástico com desinserção dos extensores através do uso de shaver de 4mm. Onze dos 16 pacientes foram subetidos apenas a este procedimento.

Em 5 pacientes foi realizada na sequência a reinserção e rebaixamento dos extensores através da utilização de 2 âncoras metálicas Stryker 3,5mm.

Mesmo com o corte de tamanho exíguo a sutura sempre foi realizada com 2 pontos segundo critérios de Garcia, e Vizando evitar fístulas.

Para avaliação realizamos exame físico e um questionário pré-operatório, 6 meses pós-operatório e 1 ano pós operatório.

Referente a dor nos testes provocativos e atividades diárias demos nota 10 para a dor pré-operatória e 0 para ausência de dor.

Resultados
Foram operados no grupo LAE 9 cotovelos dominantes e 2 não-dominantes, e no grupo CNA 4 dominantes e 1 não-dominante.

Na técnica LAE a melhora da dor foi de cerca de 80%, a dor à manobra de Mills foi abolida em 8 dos 11 pacientes, diminuiu em 2 e permaneceu inalterada em 1, os testes provocativos de Cozen e Gardner foram ausentes em 7 dos 11, diminuíram em 3 dos 11 e permaneceram inalterados em 1. Na técnica CNA a melhora da dor foi de cerca de 96%, a dor à manobra de Mills foi abolida em 5 dos 5 pacientes, os testes provocativos de Cozen e Gardner foram ausentes em 4 dos 5, diminuíram em 1 dos 5.

Discussão
A cirurgia clássica de Nirschl utiliza sutura transóssea para reinserção muscular, para conseguir essa reinserção por vídeo tivemos que lançar mão de 2 âncoras metálicas, aumentando os custos do procedimento mas diminuindo sua exposição sem aumento significativo do tempo cirúrgico e obtendo os benefícios de um procedimento minimamente invasivo.

Necessitamos
aumentar nossos números para conclusões finais mas nossos resultados preleminares mostram uma tendência de melhores resultados na CNA que LAE.