Lesão do nervo acessório

O nervo acessório é um dos muitos nervos em nosso corpo. Ele desempenha um papel importante ao permitir que controlemos certos movimentos dos músculos do pescoço e dos ombros sendo responsável pela mobilidade do músculo trapézio e esternocleidomastoideo. Quando esse nervo fica ferido ou danificado, chamamos isso de lesão do nervo acessório com a paralisia do músculo trapézio e esternocleidomastoideo.

Essa lesão pode acontecer de diferentes maneiras. Uma das causas comuns é quando há um estiramento ou pressão excessiva no nervo devido a lesões, acidentes ou cirurgias no pescoço ou ombro. Por exemplo, quedas, traumas esportivos ou cirurgias podem afetar o nervo acessório como retirada de massas tumorais ou linfonodos do pescoço.

Os sintomas de uma lesão do nervo acessório podem variar. Geralmente, as pessoas podem sentir fraqueza ao levantar o ombro, dificuldade em virar a cabeça para o lado oposto e problemas para levantar os braços acima da cabeça. Às vezes, também pode haver dor ou desconforto na região do pescoço e dos ombros.

O diagnóstico de uma lesão do nervo acessório é feito por um profissional de saúde, como um médico ortopedista microcirurgião ou com treinamento para patologias da escápula. Eles podem realizar exames clínicos e, se necessário, exames de imagem, como ressonância magnética e eletroneuromiografia, para avaliar o nervo e confirmar a lesão.

O tratamento depende da gravidade da lesão. Em casos leves, repouso e fisioterapia podem ser suficientes para permitir que o nervo se recupere com o tempo. Em lesões mais graves, pode ser necessário considerar a cirurgia para reparar o nervo, para aliviar a pressão sobre ele ou até uma transferência muscular robô-assistida.

Se você suspeitar de uma lesão do nervo acessório devido a sintomas como fraqueza no ombro, dificuldade em mover a cabeça ou dor persistente no pescoço e ombros após uma lesão ou cirurgia, é importante procurar um médico para avaliação e orientação adequadas.

Abaixo a publicação científica do Dr José Carlos Garcia Jr  sobre sua técnica para tratamento da lesão do nervo acessório e paralisia do músculo trapézio :

  • Garcia JC Jr, Torres MC, Fadel MS, Bader D, Lutfi H, Kozonara ME. Robotic Transfer of the Latissimus Dorsi Associated With Levator Scapulae and Rhomboid Minor Mini-Open Transfers for Trapezium Palsy. Arthrosc Tech. 2020 Nov 20;9(11):e1721-e1726. doi: 10.1016/j.eats.2020.07.016. PMID: 33294332; PMCID: PMC7695592. https://www.arthroscopytechniques.org/article/S2212-6287(20)30189-4/fulltext

Prof Dr José Carlos Garcia Jr

É Médico formado pela EPM‑Unifesp em 1998, com residência em Ortopedia e Traumatologia na mesma instituição.

Desde 2003 é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo.

Fez fellowships (fellow vc) em Cirurgia de Ombro e Cotovelo na Mayo Clinic e na Princeton Orthopaedics (EUA), além de fellowship research em Microcirurgia Robótica na Universidade de Estrasburgo (França).
Possui certificação em Cirurgia Robótica pela École Européenne de Chirurgie, atual Université Paris‑Descartes (Paris, França).
Concluiu Mestrado (MSc) na University of Liverpool (Reino Unido) e Doutorado (PhD) em Ciências da Saúde na USP.
É autor de mais de 15 capítulos de livros, mais de 50 artigos científicos e já apresentou mais de 250 trabalhos em congressos.

Consultório: Av. Presidente Juscelino Kubitschek 180 , 13° Andar São Paulo-SP
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Perguntas
Frequentes

Respostas claras e diretas sobre os procedimentos, tecnologias e tempo de recuperação.

É uma técnica minimamente invasiva que utiliza uma microcâmera de 4mm para tratar lesões nas articulações, sem necessidade de grandes cortes.

A cirurgia robótica permite uma visão mais precisa em 3D e maior precisão dos movimentos, resultando em melhor acesso, menor dor e recuperação mais rápida.

A recuperação varia conforme a lesão e a técnica utilizada, mas com a artroscopia, o tempo de recuperação pode ser significativamente reduzido.

Não. Na maioria dos casos, iniciamos com abordagens conservadoras, como fisioterapia e medicamentos. A cirurgia é indicada apenas quando esses métodos não apresentam os resultados esperados ou em casos mais graves.

Sim! Com a técnica adequada e uma reabilitação bem estruturada, o objetivo principal é que o paciente retorne às suas atividades normais, incluindo a prática esportiva.

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