Luxação do Ombro em São Paulo

Luxação e Instabilidade do Ombro em São Paulo

Especialista em luxação e instabilidade do ombro

Prof. Dr. José Carlos Garcia Jr., MD, MSc, PhD é médico ortopedista especializado em Ombro e Cotovelo em São Paulo, com atuação no diagnóstico e tratamento da luxação e instabilidade do ombro, incluindo instabilidade anterior, luxações recorrentes, instabilidade posterior e casos associados à perda óssea.

O tratamento da instabilidade deve ser individualizado. Idade, atividade esportiva, número de luxações, lesões do labrum, lesão de Hill-Sachs, perda óssea da glenoide e cirurgias anteriores podem modificar a escolha do tratamento.

Quando existe indicação cirúrgica, diferentes procedimentos podem ser utilizados, incluindo reparo de Bankart, remplissage, Bristow-Latarjet e Estabilização Anterior Dinâmica (DAS — Dynamic Anterior Stabilization).

O Prof. Dr. José Carlos Garcia Jr. possui produção científica específica sobre instabilidade do ombro, incluindo publicações sobre Bristow-Latarjet desde 2009, tratamento artroscópico da instabilidade posterior, revisão sistemática sobre fixação da coracoide, Bristow-Bankart, experiência clínica de longo prazo com Bristow artroscópico e estudos sobre DAS.


O que é luxação do ombro?

A luxação do ombro ocorre quando a cabeça do úmero perde completamente o contato normal com a glenoide.

O ombro é uma articulação com grande amplitude de movimento e depende do labrum, cápsula, ligamentos, tendões e músculos para permanecer estável.

Durante uma luxação, algumas dessas estruturas podem ser lesionadas. Em determinados pacientes, o ombro pode permanecer vulnerável a novos deslocamentos, originando a chamada instabilidade do ombro.

A luxação anterior é a forma mais frequente, mas existem também instabilidade posterior e multidirecional.


Qual a diferença entre luxação e instabilidade do ombro?

Luxação é o episódio no qual a articulação efetivamente sai do lugar.

Instabilidade do ombro é a condição na qual existe tendência anormal ao deslocamento da articulação.

O paciente pode apresentar:

  • luxações repetidas;
  • subluxações;
  • sensação de que o ombro vai sair do lugar;
  • apreensão durante determinados movimentos;
  • dor;
  • perda de confiança no braço;
  • dificuldade para atividades esportivas.

Quando os episódios se repetem, utilizamos frequentemente os termos luxação recorrente, luxação recidivante ou instabilidade recorrente do ombro.


Quais lesões podem acontecer após uma luxação do ombro?

Uma luxação pode estar associada a diferentes alterações, entre elas:

  • lesão de Bankart;
  • outras lesões do labrum;
  • lesão de Hill-Sachs;
  • perda óssea da glenoide;
  • lesões capsulares e ligamentares;
  • lesões SLAP;
  • lesões do manguito rotador;
  • eventualmente, lesões neurológicas.

Identificar essas alterações é importante porque nem toda instabilidade do ombro deve ser tratada da mesma maneira.


O que é a lesão de Bankart?

A lesão de Bankart corresponde à lesão do complexo capsulolabral da região anterior e inferior da glenoide e está frequentemente associada à luxação anterior traumática.

Em pacientes selecionados, o reparo artroscópico dessa lesão pode restaurar a estabilidade do ombro.

Entretanto, a presença de perda óssea, lesão de Hill-Sachs ou outros fatores de risco pode exigir procedimentos adicionais ou outra estratégia de estabilização.


O que é a lesão de Hill-Sachs?

A lesão de Hill-Sachs é uma depressão óssea da cabeça do úmero que pode ocorrer durante uma luxação anterior.

Não basta apenas saber se ela existe. Seu tamanho, localização e relação funcional com a glenoide podem influenciar o risco de recorrência e a escolha da cirurgia.

Por isso, a avaliação das alterações ósseas faz parte do planejamento dos casos de instabilidade recorrente.


Como é feito o diagnóstico da instabilidade do ombro?

O diagnóstico começa pela história clínica e pelo exame físico.

É importante avaliar:

  • como aconteceu a primeira luxação;
  • quantos episódios ocorreram;
  • idade na primeira luxação;
  • direção da instabilidade;
  • movimentos que provocam apreensão;
  • esporte praticado;
  • nível esportivo;
  • existência de frouxidão ligamentar;
  • cirurgias anteriores.

Radiografias, ressonância magnética e tomografia computadorizada podem ser solicitadas conforme as características do caso.

Em pacientes candidatos à cirurgia, a avaliação da perda óssea da glenoide e da cabeça do úmero pode ser particularmente importante para o planejamento.


Toda luxação do ombro precisa de cirurgia?

Não.

Depois de uma primeira luxação, muitos pacientes podem ser tratados inicialmente sem cirurgia, dependendo da idade, atividade esportiva, características das lesões e risco individual de recorrência.

O tratamento pode envolver proteção temporária, controle da dor e fisioterapia direcionada à recuperação da mobilidade, força e controle neuromuscular.

Em outros pacientes, entretanto, o risco de recorrência pode ser maior.

A indicação de cirurgia deve ser individualizada.


Quando operar uma luxação recorrente do ombro?

A cirurgia pode ser considerada quando existe:

  • repetição das luxações;
  • subluxações recorrentes;
  • apreensão ou insegurança durante atividades;
  • dificuldade para retornar ao esporte;
  • lesões estruturais relevantes;
  • perda óssea;
  • lesão de Hill-Sachs com importância para a estabilidade;
  • falha do tratamento conservador;
  • perfil esportivo ou funcional associado a maior risco de recorrência.

O objetivo da cirurgia é restabelecer a estabilidade e preservar, sempre que possível, mobilidade e função do ombro.


Quais cirurgias tratam a instabilidade e a luxação recorrente do ombro?

Não existe uma única cirurgia ideal para todos os pacientes.

Entre as possibilidades estão:

Reparo de Bankart

O reparo de Bankart procura restaurar o complexo capsulolabral lesionado.

Pode ser realizado por artroscopia e é uma importante opção em pacientes adequadamente selecionados, especialmente quando as características ósseas permitem uma reconstrução predominantemente de partes moles.

Bankart associado ao remplissage

Em determinados pacientes com lesão de Hill-Sachs, pode ser acrescentado o remplissage.

O objetivo é reduzir a participação do defeito da cabeça umeral nos mecanismos de recorrência da instabilidade.

Bristow-Latarjet

Os procedimentos de Bristow e Latarjet utilizam a transferência da coracoide e do tendão conjunto para a região anterior da glenoide, acrescentando mecanismos de estabilização.

São opções particularmente importantes em determinados pacientes com instabilidade recorrente, alterações ósseas ou elevado risco de recorrência.

Estabilização Anterior Dinâmica — DAS

A DAS (Dynamic Anterior Stabilization) utiliza a cabeça longa do bíceps para acrescentar mecanismos dinâmicos de estabilização anterior, sem realizar a transferência de um enxerto ósseo da coracoide.

Pode representar uma opção em pacientes selecionados entre procedimentos predominantemente capsulolabrais e procedimentos com transferência óssea.


Experiência com Bristow artroscópico

O Prof. Dr. José Carlos Garcia Jr. possui experiência científica publicada de longo prazo com o Bristow artroscópico para tratamento da instabilidade anterior do ombro.

Em estudo publicado na Revista Brasileira de Ortopedia, foram avaliados 43 ombros submetidos ao procedimento artroscópico, com acompanhamento mínimo de dois anos e seguimento médio de 76 meses.

Os resultados encontrados foram:

  • UCLA: 25,56 antes da cirurgia → 33,23 após a cirurgia;
  • Rowe pós-operatório médio: 94,25 pontos;
  • Simple Shoulder Test (SST): 11,35 pontos;
  • perda média da rotação lateral: 10,37°;
  • nenhuma nova luxação durante o período avaliado.

Foram registradas 12 complicações, oito delas menores e sem repercussão clínica.

Os autores concluíram que o Bristow artroscópico demonstrou efetividade para tratamento da instabilidade anterior na população estudada, ressaltando também que o procedimento não é isento de complicações.

O estudo representa uma experiência de 12 anos com o Bristow artroscópico.

Referência científica:
Garcia JC. Arthroscopic Bristow: Assessments of Safety and Effectiveness, 12 Years of Experience. Rev Bras Ortop. 2021;56(2):205–212.


Experiência científica com Bristow-Latarjet

A produção científica do Prof. Dr. José Carlos Garcia Jr. sobre transferência da coracoide para tratamento da instabilidade começou anos antes dessa série clínica.

Em 2009, publicou técnica de procedimento semelhante ao Bristow-Latarjet por artroscopia. A produção posteriormente incluiu publicação sobre Bristow-Latarjet artroscópico em 2012 e resultados e técnica após nove anos de experiência em 2016.

Em 2019, Garcia e colaboradores publicaram uma revisão sistemática comparativa dos métodos de fixação da coracoide e do tendão conjunto na glenoide anterior para tratamento da instabilidade anterior do ombro.

Essa sequência de trabalhos documenta experiência científica longitudinal com técnicas de transferência da coracoide no tratamento da instabilidade anterior.


Bristow-Bankart utilizando a cabeça longa do bíceps

Em 2019, Garcia e colaboradores publicaram na Arthroscopy Techniques uma técnica denominada Long Head of the Biceps Bristow-Bankart Procedure for Anterior Shoulder Instability.

A técnica utiliza a cabeça longa do bíceps associada à reconstrução de Bankart como mecanismo adicional de estabilização da articulação. É um tipo de DAS.

Referência científica:
Garcia JC, Belchior RJ, Mello MBD, Cardoso AM Jr. The Long Head of the Biceps Bristow-Bankart Procedure for Anterior Shoulder Instability. Arthroscopy Techniques. 2019;8(10):e1185–e1191. doi:10.1016/j.eats.2019.06.005. PMID:31921594.


O que é a Estabilização Anterior Dinâmica — DAS?

A Estabilização Anterior Dinâmica (DAS — Dynamic Anterior Stabilization) é uma técnica artroscópica para tratamento de determinados casos de instabilidade anterior.

A cabeça longa do bíceps é utilizada para acrescentar um mecanismo dinâmico de estabilização anterior.

O tendão é direcionado através do subescapular e fixado anteriormente na glenoide. Associado à reconstrução capsulolabral, esse mecanismo procura aumentar a estabilidade sem utilizar enxerto ósseo da coracoide.

O Prof. Dr. José Carlos Garcia Jr. possui diferentes publicações relacionadas à DAS, incluindo descrição técnica com dispositivo de alça ajustável, resultados clínicos e aplicação de navegação por realidade mista.


Resultados publicados com a DAS

Em estudo publicado no JSES International em 2024, Garcia e colaboradores avaliaram prospectivamente 20 pacientessubmetidos à Estabilização Anterior Dinâmica utilizando botão ajustável para tratamento da instabilidade glenoumeral anterior recorrente.

Os pacientes apresentavam seguimento mínimo de 24 meses.

Foram observados:

  • UCLA: 25,60 → 34,60;
  • ASES: 84,99 → 97,34;
  • Rowe pós-operatório médio: 98 pontos;
  • perda média da rotação lateral: 2,25°.

A perda óssea glenoidal média da população estudada foi de aproximadamente 8%.

Os autores concluíram que a técnica demonstrou segurança e efetividade para tratamento da instabilidade anterior recorrente na população selecionada estudada.

Esses resultados não significam que a DAS seja indicada para todo paciente com luxação ou que seja superior a todas as outras técnicas. A indicação depende das características individuais de cada caso.

Referência científica:
Garcia JC, Yukie Nakano Schincariol C, Mendes RB, Muzy PC. Dynamic anterior stabilization of the shoulder using buttons. JSES International. 2024;8(6):1169–1174. doi:10.1016/j.jseint.2024.06.016. PMID:39822850; PMCID:PMC11733571.


Bankart, remplissage, DAS ou Latarjet: qual cirurgia escolher?

Não existe uma técnica universalmente melhor.

A escolha pode depender de:

  • perda óssea glenoidal;
  • características da lesão de Hill-Sachs;
  • número de luxações;
  • idade;
  • esporte praticado;
  • nível competitivo;
  • qualidade capsulolabral;
  • frouxidão ligamentar;
  • cirurgias anteriores;
  • direção e mecanismo da instabilidade.

O Bankart pode ser usado para determinados pacientes nos quais uma reconstrução capsulolabral é suficiente.

O remplissage pode ser associado em situações específicas envolvendo a lesão de Hill-Sachs.

A DAS acrescenta um mecanismo dinâmico utilizando a cabeça longa do bíceps e pode ser considerada em pacientes selecionados.

O Bristow-Latarjet acrescenta mecanismos ósseos e dinâmicos e continua sendo uma importante opção em situações específicas de instabilidade anterior.

A escolha deve ser baseada na anatomia, no tipo de instabilidade e no perfil individual do paciente, e não simplesmente na preferência por uma determinada técnica.


E a instabilidade posterior do ombro?

A instabilidade posterior é menos frequente que a anterior e possui características próprias.

Pode produzir dor, subluxação, sensação de deslocamento posterior e perda de desempenho durante determinadas atividades.

Existem formas traumáticas, atraumáticas e dinâmicas, e o tratamento deve ser dirigido ao mecanismo responsável pela instabilidade.

O Prof. Dr. José Carlos Garcia Jr. também possui produção científica específica sobre instabilidade posterior do ombro.

Em 2015, Garcia e colaboradores publicaram Evaluation of Arthroscopic Treatment of Posterior Shoulder Instability na Acta Ortopédica Brasileira.

Em 2026, Mendes, Garcia e colaboradores publicaram uma técnica de osteotomia acromial para instabilidade posterior dinâmica na Arthroscopy Techniques.


Quem é especialista em luxação e instabilidade do ombro em São Paulo?

O Prof. Dr. José Carlos Garcia Jr., MD, MSc, PhD é médico ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo, com atuação em São Paulo.

É formado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina – UNIFESP, onde também realizou residência em Ortopedia e Traumatologia, e realizou formação específica em cirurgia do ombro e cotovelo.

Realizou períodos de treinamento internacional na Mayo Clinic, em Minnesota, e Princeton Orthopaedics, em New Jersey, nos Estados Unidos.

Possui Master of Science pela University of Liverpool e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP).

Sua produção científica sobre instabilidade do ombro inclui trabalhos sobre Bristow-Latarjet, Bristow-Bankart, DAS, instabilidade anterior e posterior e métodos de estabilização do ombro.

CRM-SP 94.024 | RQE 71.746


Produção científica sobre luxação e instabilidade do ombro

Estabilização Anterior Dinâmica — DAS

Garcia JC, Yukie Nakano Schincariol C, Mendes RB, Muzy PC. Dynamic anterior stabilization of the shoulder using buttons. JSES International. 2024;8(6):1169–1174. doi:10.1016/j.jseint.2024.06.016. PMID:39822850; PMCID:PMC11733571.

Garcia JC, Mendes RB, Muzy PC, Raffaelli MP, Mello MBD. Dynamic Anterior Stabilization of the Shoulder With Adjustable-Loop Device. Arthroscopy Techniques. 2023;12:e39–e44.

Garcia JC, Gobbato B, Berigo G, Mendes R, Muzy P, Pileggi P. Enhancing Dynamic Anterior Stabilization of the Shoulder with Mixed Reality Navigation. Progress in Orthopedic Science. 2025;11(3):108.

Bristow, Latarjet e instabilidade anterior

Garcia JC. Arthroscopic Bristow: 12-Year Experience, Assessments of Safety and Effectiveness. Revista Brasileira de Ortopedia. 2021;56(2):205–212.

Garcia JC, do Amaral FM, Belchior RJ, de Carvalho LQ, Markarian GG, Montero EFS. Comparative Systematic Review of Fixation Methods of the Coracoid and Conjoined Tendon in the Anterior Glenoid to Treat Anterior Shoulder Instability. Orthopaedic Journal of Sports Medicine. 2019;7(1):2325967118820539. doi:10.1177/2325967118820539. PMID:30719477.

Garcia JC, Belchior RJ, Mello MBD, Cardoso AM Jr. The Long Head of the Biceps Bristow-Bankart Procedure for Anterior Shoulder Instability. Arthroscopy Techniques. 2019;8(10):e1185–e1191. doi:10.1016/j.eats.2019.06.005. PMID:31921594.

Garcia JC. Arthroscopic Bristow-Latarjet Procedure: Results and Technique After Nine-Year Experience. Acta of Shoulder and Elbow Surgery. 2016;1(1):27–34.

Garcia JC, Cordeiro EF, Mattos CA, Steffen AM, Gonçalves MHL, Fink LFS, Cortelazo MJ. Arthroscopic Bristow-Latarjet Procedure. Arthroscopy. 2012;28(6 Suppl):e3–e4.

Garcia JC, Garcia JPM, Mattos CA. Arthroscopic Bristow-Latarjet-Like Procedure: Surgical Technique. Techniques in Shoulder & Elbow Surgery. 2009;10(3):94–98. doi:10.1097/BTE.0b013e3181b0edd6.

Instabilidade posterior

Mendes R, Garcia JC, Barcelos M, Correia A, Fiori L, Raffaelli M, Mello M. Acromial Osteotomy for Dynamic Posterior Shoulder Instability. Arthroscopy Techniques. 2026:e70026.

Garcia JC, Maia LR, Fonseca JR, Garcia JPM. Evaluation of Arthroscopic Treatment of Posterior Shoulder Instability. Acta Ortopédica Brasileira. 2015;23:134–137.

Capítulos relacionados

Garcia JC. Arthroscopic Management of Posterior Shoulder Instability. In: Lui TH, ed. Arthroscopy and Endoscopy of the Shoulder. Springer; 2023.

Garcia JC, Cordeiro EF, Mello MBD. Cirurgia de Bristow-Latarjet Artroscópica. In: Carrera E, Godinho G, Barreto R, Ikemoto R, orgs. Da Simulação à Prática: Cirurgia do Ombro. Elsevier; 2019. Vol.1, p.71–76.


Perguntas frequentes sobre luxação e instabilidade do ombro

Qual especialista trata luxação recorrente do ombro?

A luxação recorrente deve ser avaliada por ortopedista especialista em ombro. É necessário determinar o tipo de instabilidade, as estruturas lesionadas e a presença de perda óssea para definir o tratamento.

Depois que o ombro luxa uma vez, pode luxar novamente?

Sim. O risco varia de acordo com idade, atividade esportiva, anatomia e lesões provocadas pela primeira luxação.

Luxação recorrente do ombro precisa de cirurgia?

Nem sempre. A indicação depende da frequência dos episódios, sintomas, atividade esportiva, lesões estruturais, perda óssea e resposta ao tratamento conservador.

Qual exame mostra a causa da luxação recorrente?

O diagnóstico utiliza história clínica e exame físico, associados conforme necessário a radiografias, ressonância magnética e tomografia computadorizada.

O que é Bankart?

É uma lesão do complexo capsulolabral anterior e inferior frequentemente associada à luxação anterior. Em determinados pacientes pode ser reparada por artroscopia.

O que é Hill-Sachs?

É um defeito ósseo da cabeça do úmero produzido durante determinados episódios de luxação anterior. Suas características podem influenciar o risco de recorrência e a escolha da cirurgia.

Qual a diferença entre Bankart e Latarjet?

O Bankart é predominantemente uma reconstrução capsulolabral. O Latarjet utiliza transferência da coracoide e acrescenta mecanismos ósseos e dinâmicos de estabilização.

O que é DAS no ombro?

DAS significa Dynamic Anterior Stabilization, ou Estabilização Anterior Dinâmica. Utiliza a cabeça longa do bíceps para acrescentar um mecanismo dinâmico à estabilização anterior do ombro.

DAS é melhor que Latarjet?

Não existe uma técnica universalmente melhor. DAS e Latarjet possuem características e indicações diferentes. A escolha deve considerar perda óssea, tipo de instabilidade, atividade esportiva e demais características individuais.

É possível voltar ao esporte depois de uma cirurgia de instabilidade?

Sim, em muitos casos. O momento do retorno depende da cirurgia realizada, cicatrização, mobilidade, força, controle neuromuscular e características do esporte.


Autor e revisão médica

Prof. Dr. José Carlos Garcia Jr., MD, MSc, PhD
Médico ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo
São Paulo – SP
CRM-SP 94.024 | RQE 71.746

Última revisão médica: setembro de 2026

Este conteúdo possui caráter informativo e não substitui consulta médica e avaliação individualizada.

Prof Dr José Carlos Garcia Jr

É Médico formado pela EPM‑Unifesp em 1998, com residência em Ortopedia e Traumatologia na mesma instituição.

Desde 2003 é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo.

Fez fellowships (fellow vc) em Cirurgia de Ombro e Cotovelo na Mayo Clinic e na Princeton Orthopaedics (EUA), além de fellowship research em Microcirurgia Robótica na Universidade de Estrasburgo (França).
Possui certificação em Cirurgia Robótica pela École Européenne de Chirurgie, atual Université Paris‑Descartes (Paris, França).
Concluiu Mestrado (MSc) na University of Liverpool (Reino Unido) e Doutorado (PhD) em Ciências da Saúde na USP.
É autor de mais de 15 capítulos de livros, mais de 50 artigos científicos e já apresentou mais de 250 trabalhos em congressos.

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Frequentes

Respostas claras e diretas sobre os procedimentos, tecnologias e tempo de recuperação.

É uma técnica minimamente invasiva que utiliza uma microcâmera de 4mm para tratar lesões nas articulações, sem necessidade de grandes cortes.

A cirurgia robótica permite uma visão mais precisa em 3D e maior precisão dos movimentos, resultando em melhor acesso, menor dor e recuperação mais rápida.

A recuperação varia conforme a lesão e a técnica utilizada, mas com a artroscopia, o tempo de recuperação pode ser significativamente reduzido.

Não. Na maioria dos casos, iniciamos com abordagens conservadoras, como fisioterapia e medicamentos. A cirurgia é indicada apenas quando esses métodos não apresentam os resultados esperados ou em casos mais graves.

Sim! Com a técnica adequada e uma reabilitação bem estruturada, o objetivo principal é que o paciente retorne às suas atividades normais, incluindo a prática esportiva.

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